É Quinta-feira. Em Maputo a noite espreita e a chuva ainda cai aos pingos, provando que o pranto por Malangatana, que pereceu na semana passada em Matosinhos, Portugal, terra do Outro, não se circunscreve apenas aos limites geográficos de Matalane, sua terra, para onde amanhã irá a enterrar, e nem se espalha apenas pela Terra, por toda a parte onde existam seres viventes e não viventes que profundamente se ressentem pela partida do mestre para o lado de lá, mas cai também do firmamento, o tal lado de lá. Lá onde a vida não mais terá fim.
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