
O nome
Davi, em hebraico, significa amado. Embora sem muita certeza, acredito que deste nome tenham derivado outros como: David, Davis e porque não Daviz, os quais acredito que tenham o mesmo significado.
O personagem bíblico que ostenta este nome, um dos meus favoritos, é o maior dos reis de Israel. A sua vida foi tão interressante que já mereceu muitas interpretações por parte de alguns analistas, algumas das quais um tanto quanto polémicas. Recorde-se que uma dessas interpretações serviu de pano de fundo para um dos debates mais acesos neste blog:
o que a Bíblia (não) diz sobre a homossexualidade.
Desta vez, porém, não é o lado polémico da vida de Davi que me leva a postar mas sim uma interessante similaridade desta com a de um outro Davi pelo qual tenho, também, muita admiração, o Simango. Não Simango, o David de Maputo mas sim, Simango, o Daviz da Beira.
Davi e Daviz
Quem já leu os livros bíblicos
I e II Samuel sabe muito bem que embora tenha sido de origem humilde, Davi era um homem corajoso, com dotes de comando, capaz de conseguir e manter a lealdade de seus subordinados. Como se pode observar, estas palavras encaixam perfeitamente na descrição daquele que já é considerado o político do ano em Moçambique, o jovem engenheiro Daviz Simango. Esta é uma de algumas similaridades que aqui abordarei da forma breve possível por forma a emagrecer no máximo a conta da energia eléctrica que, diga se de passagem, está cada vez mais gorda.
Os gladiadores: Daviz vs GoliasA mais popular das estórias do pequeno porém corajoso Davi é, sem sombras de dúvidas, aquela em que ele vence, contra todas expetativas, o Gigante Golias. Este capítulo acontece numa altura em que o povo de Israel, de David, encontrava-se em plena batalha contra o exército dos filisteus, de Golias.
Golias era tão temido que o prórpio rei Saul chegou a dizer a Davi: “Não poderás ir contra esse filisteu para pelejar com ele, pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade”. Tenho certeza de que quando Daviz decidiu aventurar-se a enfrentar os colossos da Frelimo e da Renamo não faltou quem o dissesse as palavras de Saul. Daviz porém, à semelhança de Davi, decidiu entrar para a peleja e, sob o olhar duvidoso de muitos compatriotas, prevalesceu contra as gigantes e ‘experientes’ máquinas partidárias da Frelimo, de Lorenço Bulha e da Renamo, de Manuel Pereira.
Os haters: Saul e Dlhakama
Depois de Davi vencer Golias, a sua popularidade explodiu de tal forma que este, como todos os bem amados, passou a ter muitos inimigos. Daviz passou pela mesmíssima situação depois de vencer, pela primeira vez, as eleições municipais da cidade da Beira.
O maior inimigo de Davi foi Saul que, como devem saber, foi o primeiro rei de Israel. Saul odiava Davi pois este era amado pelo povo, povo este, que era suposto amar Saul pois este é que era o seu rei. O ódio que Afonso Dlhakama, o boss da Renamo (partido do qual Daviz foi excluído) nutre por Daviz por este ser amado pelo povo beirense e não só dispensa qualquer comentário portanto, não há aqui necessidade de gastar mais tinta.
Daviz, o rei da Beira
Apesar de todas adversidades, Davi lutou arduamente que acabou sendo rei sobre todo Israel assim como Daviz acabou sendo eleito, nas últimas eleições, presidente do Município da Beira com uma carga de votos que supera a soma de votos da Frelimo e Renamo, seus maiores adversários.
O sucessor de Daviz?
Para seu sucessor Davi apontou o seu filho, o glorioso rei Salomão, aquele que foi, provavelmente, o mais sábio de todos so reis da terra, mas que tinha um fraco por um assunto que vem sendo a causa da perdição de grandes homens, de Adão a João Baptista, passando por Sansão e porque não o ex-estadista norte-americano Bill Clinton: mulheres.
Pelo que eu saiba, e corijam-me se estiver errado, segundo a lei eleitoral vigente no nosso país, Daviz Simango não poderá se candidatar pela terceira vez. Portanto, terá que forçosamente escolher um sucessor. Quem será esse forte felizardo e já agora qual será o seu fraco?