“...uma vez que é difícil recolher o lixo que o “povo” produz, na minha opinião seria de bom tom que existisse (caso não exista) uma lei que obrigasse os nossos potenciais governantes a recolher, pelo menos, o lixo que eles mesmos produzem...”
Restam-nos um pouco mais de duas semanas para o final da campanha eleitoral, iniciada no passado dia 14 de Setembro. E por estes dias, no que toca à informação, no topo da ementa esteve o indigesto bife da exclusão de alguns partidos aos pleitos eleitorais que se aproximam à moda da CNE. Na origem da tal exclusão esteve o não cumprimento de alguns itens exigidos para que um partido se candidate às eleições.
O aroma do bife se expandiu de tal forma que nenhum órgão de imprensa, incluindo a blogosfera, resistiu à tentação de escolhê-lo para prato do dia, ou melhor, da época, deixando para trás alguns assuntos afins que embora sejam de pouco interesse “jornalístico” não deixam de ter a sua pertinência, como por exemplo a existência ou não de políticas que regulem a gestão de poluentes produzidos durante o processo de campanha eleitoral.
Pois é. Deixem-me antes avisar que é excusado deixar aqui a definição detalhada da poluição bem como os impactos adversos que dela advem, acho que esse assunto é do conhecimento de todos. Limitar-me-ei, como se recomenda, a ir directo ao assunto:
Até onde vai o limite da minha modesta inteligência pouco ou nada sei sobre a existência de alguma obrigação específica de recolher o lixo que se produz durante a campanha eleitoral, por parte de quem quer que seja. Falo, por exemplo, dos cartazes que, indiscriminadamente, são espalhados um pouco por toda a parte, e que sem nossa permissão são colados nos nossos muros, causando uma série de constragimentos, e que finda a campanha lá permanecem como se nada tivesse acontecido.
O assunto seria menos preocupante se, ao nível das nossas estruturas admnistrativas, ao menos existesse, um sistema de recolha de lixo eficaz, o que não acontece. Infelizmente o conflito homem-lixo, é já um assunto com barbas e cabelos grisalhos. Assim sendo, uma vez que é difícil recolher o lixo que o “povo” produz, na minha opinião seria de bom tom que existisse (caso não exista) uma lei que obrigasse os nossos potenciais governantes a recolher, pelo menos, o lixo que eles mesmos produzem. Esse exercício de cidadania seria bom para a imagem dos partidos políticos, para a imagem do nosso país e, garanto, o meio ambiente ficaria profundamente grato.