sexta-feira, janeiro 06, 2017

DICAS PARA CRIAR A SUA PRÓRIA ARTE DE CAPA PARA ALBUM, SINGLE, MIXTAPE, ETC.


Elaborado por Amand Alphonse[1]

Tenho visto por aí, sobretudo no movimento Hip-Hop, algumas capas de álbuns que deixam muito a desejar. Exemplos tenho até de sobra de algumas capas criadas sem o mínimo de profissionalismo.

Uma capa de álbum deve ser impactante e fazer um resumo do que está contido na obra. A sua qualidade é primordial para o sucesso do trabalho a ser divulgado. A seguir irei listar resumidamente algumas dicas que irão ajudar no processo de criação da sua própria arte de capa para álbum, single, mixtape, etc. e deixá-la com um ar mais profissional.

1.    Preparação
Procure um software que domine (photoshop é o mais usado) e reúne todos os elementos que irão compôr o layout (fotos, logotipos, etc.). É importante que as fotos tenham uma boa qualidade e os logos estejam em png, com o fundo transparente;

2.    Tamanho
O tamanho padrão das capas de álbuns é de 1417x1417 pixels e uma resolução de 72dpi ou 300dpi se for para imprimir.

3.    Composição
Só vai à capa o que é importante. Evite colocar elementos desnecessários, sobretudo na capa frontal, que estraguem a harmonia da composição.

4.    Fontes, ajustes e efeitos especiais
Uma capa de álbum não é um muro por isso, evite fontes complexas, que simulem grafites. Quanto mais simples, melhor; ajuste o brilho, o contraste e a saturação das fotos de acordo com a mensagem que pretende transmitir; evite efeitos especiais como sobras e/ou estilos nas fontes, para além de dificultar a leitura podem render péssimos resultados na impressão.

5.    Dica bónus
Quando finalmente a capa estiver pronta, converte e Preto & Branco e verifique se continua com a mesma harmonia.



[1] Todos os comentários postados aqui neste texto são de inteira responsabilidade do seu autor. O texto escrito nos comentários nem sempre reflete a opinião do autor deste blog sobre os fatos ou sobre o artigo em questão.

quinta-feira, janeiro 05, 2017

5 DICAS DE MARKETING DE CD’S PARA RAPPERS (E OUTROS ARTISTAS INDEPENDENTES)


Quando se fala da tentativa de Industrializar o nosso Hip Hop, todos nós somos obrigados a dar a mão à palmatória e admitir em uníssono que muita coisa não anda bem. No cerne da questão, segundo o que pude contatar, reside a nossa dúvida ou hesitação ou má percepção sobre se é correcto ou não “VENDER A ARTE” visto que a tradicional Doutrina Hip Hop seguida por muitos dos nossos artistas, sobretudo os do circuito Underground, apregoa que “ARTE NÃO SE VENDE E NEM SE TROCA POR SIFRÕES”. Para além desta, há tantas outras falhas que levam a esse “mau andamento” que por serem incontáveis e de “domínio público” não vejo a necessidade de aqui listá-las. Assim sendo, concentrar-me-ei em fornecer alguns subsídios básicos que poderão ajudar a minimizar aquela que julgo ser a falha mais urgente: O PLANO DE MARKETING USADO PELOS NOSSOS ARTISTAS PARA A DISTRIBUIÇÃO E VENDA DE CD’S (Álbuns, Mixtapes, EPs, Singles, etc.), ou antes, a falta deste.

Desde a popularização das redes sociais principalmente do Facebook, no início da década de 2010, até aqui, o modelo usado por muitos dos nossos artistas, criado por um autor desconhecido e adoptado por todos é o seguinte: i. Mudar a foto de perfil para a capa do CD e anunciar o lançamento, caso seja em formato físico, ou fornecer os links para download, caso este seja em formato digital; ii. Partilhar essa informação em páginas relacionadas e murais de amigos; iii. Aparecer em alguns programas de Rádio e TV e iv. Orar com toda a fé para que tal informação seja dada a devida atenção e que (esta) chegue aos pretendidos destinatários.

Bom, a experiência mostra que este modelo, ainda que não seja mau, não é exatamente o ideal, visto que, apesar de todo o esforço empreendido pelos nossos artistas, os números de downloads e de aderência aos shows de lançamento e venda continuam muito abaixo dos esperados.

Abaixo irei listar 5 dicas que não ainda que não sejam as ideais, obviamente, podem melhor a venda ou distribuição da nossa música e quiçá ajudar-nos a ensaiar o primeiro passo ruma a Industrialização. É lógico que a autoria não é exatamente minha, estas dicas andam aos montes nestes net’s, a mim coube apenas a tarefa de selecionar, compilar e adaptar as que julguei mais pertinentes. Devo advertir que, ainda que seja importante, não irei aqui dar primazia à qualidade das letras e dos beats pois já tratei exaustivamente desse assunto em textos anteriores.

1.    Investir seriamente nos “brevementes”, trailers e teasers
Só mudar sua foto de perfil no Facebook para a capa do CD e anunciar o lançamento no dia em que ele acontecer não bastam. O artista precisa construir um “hype” com tempo de antecedência e continuar alimentado esse ânimo até depois do lançamento. Para além da já referida foto de perfil, o anúncio do CD pode ser feito com base em trailers e teasers, ou seja, vídeos de curtíssima duração em que aparecem trechos das músicas ou em que o artista e demais pessoas envolvidas, incluindo fãs, aparecem a falar de forma positiva e a dar uma visão geral do que virá a ser a obra. Aqui, é importante dizer que esses “brevementes” só devem ser publicados quando o artista tiver a obra devidamente acabada nas mãos, caso contrário... Vale a pena eu calar.

2.    Valorizar a publicidade feita pelos fãs e seguidores
Para além do artista e o seu pessoal, há que valorizar a publicidade que será feita pelos seus fãs e seguidores, para tal, é importantíssimo que o artista mantenha contacto constante com eles, seja virtualmente como fisicamente. Vale referir que em matéria de Marketing a recomendação de um produto feita por um amigo ou conhecido é muito mais eficaz que aquela que é veiculada nos media, logo, deve ser a mais priorizada. Por isso todo material referido no ponto 1 deve ser produzido de forma que seja fácil de compartilhá-lo. Para tal é importante que o artista tenha um site ou um blog (já que sai mais barato), uma página no facebook, um canal no youtube e demais plataformas digitais e não menos importantes é, acima de tudo, manter estes meios sempre actualizados.

3.    Enviar CDs para blogueiros, jornalistas, locutores e outros “fazedores de opinião”  
Muitas pessoas, incluindo eu próprio, só baixam ou compram uma obra depois de ouvir uma opinião, positiva ou não, vinda de uma pessoa credível. Neste sentido, das cópias que o artista manda imprimir tem que, necessariamente, reservar e enviar uma parte para blogueiros, jornalistas, locutores e outros “fazedores de opinião” e pedir para que estes emitam por escrito uma opinião honesta sobre a obra, ressaltando, sempre que for possível os aspectos positivos sobre a mesma. Esperar que estes voluntariamente andem atrás do artista, comprem o CD e depois invistam seu tempo e dinheiro para fazer um review é tolice ou, na melhor das hipóteses, excesso de autoconfiança.   
Ainda neste item, é importante ressaltar que para além dos contatos dos “opinadores” para os quais se deve mandar o material de divulgação, que podem ser facilmente encontrados nos seus respectivos sites ou blogs, é importante que o artista crie uma base de dados com os contatos dos seguidores desses sites, para os quais o artista pode e deve enviar amostras ou links de áudios e vídeos, criando assim condições para alargar cada vez mais o seu leque de admiradores.

4.    Investir na qualidade da imagem (capas e vídeos)
Infelizmente quem disse que não se deveria julgar a imagem pela capa estava redondamente enganado, tanto que actualmente até os editores da Bíblia Sagrada cuidam para que antes que saia para o mercado tenha uma imagem que possa atrair os crentes logo à primeira vista. Antes mesmo da música que contém um disco vende pela qualidade da imagem da capa, do nome do artista e do título que este dá à sua obra, é por isso importante que o artista contrate bom artista gráfico para cuidar da imagem do seu disco, no qual para além dos títulos das músicas, deve igualmente, constar as fichas técnica e artística completas e o ano da edição da obra. Depois deste pequeno grande detalhe, é importante que o artista tenha pelo menos um vídeo, mais importante ainda é que o tal vídeo tenha uma qualidade super, o que em Moçambique, felizmente não custa encontrar. É ainda importante que o artista - seja ele Undeground ou Mainstream - apareça limpo, atraente e bem vestido. Aquela imagem de rapper desmazelado, como dizem os brasileiros “já não está com nada”. Vejamos que até nos EUA que nos têm servido de espelho até os artistas do Underground têm aparecido impecavelmente bem vestidos nos vídeos. Sean Price, Elzhi e até Vinnie Paz e sua legião de “Raw Rappers”, apenas para nomear alguns, são os tipos mais bem vestidos de sempre, superando até estes miúdos do Mainstream, malta Lil Wayne, Young Thug, Future e companhia. Essa indumentária do artista deve ser igualmente mantida em aparições na TV e em shows, seus e de outros artistas. Aqui vale usar produtos da marca produzida pelo próprio artista, falo de camisetes, bonés, etc, que, a propósito, podem ser oferecidos gratuitamente ou a “bom preço” para figuras que tenham alguma notoriedade no mercado e que por conta disso possam garantir uma maior visibilidade ao artista, por exemplo, apresentadores de TV, MCs de eventos, DJs, etc.
NOTA: Quando digo investir, digo no verdadeiro sentido da expressão, perder dinheiro hoje para ganhar muito mais amanhã.


5.    Um show de lançamento seguido de uma mini digressão
Para quem tiver seguido com sucesso as dicas anteriores, esta última porém não menos importante será relativamente mais fácil de executar, pois o artista terá criado uma plataforma que o permita ter um número considerável de público. O Show de lançamento deve ser precedido de uma sessão de fotos e assinatura de autógrafos. E durante o show, no local deve ser reservado um sítio onde o artista possa expor e vender o seu CD, trabalhos anteriores e outros produtos por si criados.

A ideia deve ser replicada posteriormente em outros shows preciamente agendados e devidamente anunciados que deverão ser realizados em diferentes locais, bairros e cidades, com o objetivo de fazer chegar a obra cada vez mais longe,

BOA SORTE!



DEZ ANOS


quarta-feira, maio 25, 2016

AINDA SOBRE A SEMANA DE APRECIAÇÃO HIP HOP 2016


Depois do primeiro painel realizado no passado domingo (22), marcado por três apresentações, nomeadamente: Hidrunisa Samora: invocações de um líder político morto no RAP de Maputo, por Janne Rantala; Beatmaking: história e o contexto moçambicano, por Hermétiko; e Hip Hop Feminino: uma abordagem sobre a intervenção e imagem da mulher na cultura urbana por Iveth Mafundza, próximo domingo (29), voltaremos a carga com o o segundo e ultimo painel, no qual teremos, igualmente, três apresentações, desta feita dirigidas por Tony Jr, Jazz P e Dj Beat Keepa, que irão debruçar-se, respectivamente, sobre "Hip Hop e Empreendedorismo", "A importância da Mulher no Hip Hop" e "Produção musical".

Uma actividade paralela terá lugar no Sábado dia 28 de Maio a partir das 14 horas nos estúdios da Kongoloti Records. Trata-se de um workshop com participações limitadas, a ser dirigido por DJ Nandele e Fu da Siderurgia, sobre o uso da plataforma digital Ableton. Para esta actividade, os interessados poderão inscrever-se via whatsApp através do numero: 82 90 37 244.

No final do segundo painel de palestras, será lançada a beatape Ka Zimpeto Beats - A Cassete, que resultou dum trabalho colaborativo entre nove (9) beatmakers do bairro periférico de Zimpeto.
Sintam-se todos convidados.

SEMANA DE APRECIAÇÃO HIP HOP 2016 (CARTAZ)


sábado, março 19, 2016

Semana de Apreciação da Cultura Hip Hop | Maio 2016



SEMANA DE APRECIAÇÃO DA CULTURA HIP HOP 2016

Call for Papers

A Comissão Organizadora da  “SEMANA DE APRECIAÇÃO DA CULTURA HIP HOP 2016” encoraja o envio de resumos, a serem considerados como propostas de sessão ou comunicações a título individual. Pretendem-se contribuições sobre um conjunto de temas relacionados com a Cultura Hip Hop em Moçambique, no âmbito dos seguintes tópicos:

      1.  HIP HOP E EMPREENDEDORISMO: Como usar o Hip Hop como fonte de gestão de renda?
2.       COMPOSIÇÃO, CAPTAÇÃO, MISTURA E MASTERIZAÇÃO: Propostas para o melhoramento da qualidade técnica da música Rap.
3.       HIP HOP E AUDIOVISUAL: Reflexões sobre a qualidade técnica e artísticas dos videos de Rap.
4.       HIP HOP E ESPETÁCULOS: Como massificar a aderencia aos concertos de Rap?
5.       HIP HOP E RESPONSABILIDADE SOCIAL: Como os Hip Hoppers podem contribuir para o desenvolvimento das suas comunidades?
6.       HIP HOP E MANUTENÇÃO DA PAZ: Que contribuições o Hip Hop pode dar na actual situação de tensão politico-militar de Moçambique?
7.       ENCONTRO GERACIONAL: Que intercâmbio se pode estabelecer entre o Hip Hop e a Música Popular Moçambicana.
8.       DJ, GRAFITTI ARTIST, B-BOY: Como operacionalizar outros elementos da Cultura Hip Hop para além do MC?
9.       PERFIL ARTÍSTICO: Que contribuições as diferenças de perfil como Underground ou Pop Hip Hop dão ao Mercado de Consumo?
10.   MULHERES NO HIP HOP: Como dar maior visibilidade à presença da mulher no Movimento?

Língua
Os resumos e apresentações devem ser em Português.

Prazos
  • 31 de Março de 2016: Envio de propostas para sessões temáticas (temas e resumos das comunicações)
  • 01 a 25 de Maio de 2016: Decisão sobre papers aceites

Normas para sessões e instruções
1.       Uma sessão pode ter quantas comunicações o organizador determinar.
2.       A duração de cada sessão não está ainda estabelecida. Contudo, pretendemos que se aproxime dos 20 minutos. O organizador deverá estar identificado. Esta será a pessoa que tomará a iniciativa, gerirá o processo, e organizará as sessões incluindo a apresentação de cada interveniente (CV de duas linhas).
3.       Cada indivíduo pode submeter apenas um resumo enquanto autor singular. Contudo, pode ser co-autor de dois resumos. As mesmas regras aplicam-se aos organizadores.
4.       Uma pessoa pode organizar apenas uma sessão ou possivelmente co-organizar duas. 
5.       Cada pessoa pode ter apenas uma comunicação, ou, nos casos de co-autoria, não mais do que duas.
6.       Poderá utilizar a internet para divulgar a sua proposta.

Normas dos abstract e instruções
  1. Máximo de palavras no título: 15
  2. Número máximo de autores: ilimitado
  3. Limite de palavras (excluindo título e autores): 300
  4. Todos os resumos devem estar escritos em Português.
  5. Cada indivíduo pode submeter apenas um resumo enquanto autor singular. Porém, em caso de co-autoria, pode participar em dois resumos. Os autores devem estar identificados sublinhando o seu nome.
  6. Os resumos devem ter título, nome dos autores e, caso seja possivel, instituições.
  7. O formato do documento deverá ser Word (doc ou docx) e não pdf.
  8. Os resumos devem ser enviados, pelo autor proponente, por email para: apreciacaohiphopmoz@gmail.com

domingo, novembro 01, 2015

Pseudo-liricistas & Seus Adeptos - "Das redes pras ruas vol. 1: Liricismo a céu aberto"



Começou entre umas batalhas de Rap, vulgo freestyle mas apenas com rimas escritas aqui no Facebook, entre eu e o Augusto De Almeida. Alguns amigos em comum acompanhavam a cena e mostravam apreciacao, entao o Donganyane Flores criou um grupo especifico tambem aqui no Facebook e onde qualquer fan de Rap poderia acompanhar as batalhas - o grupo Pseudo-liricistas e Seus Adeptos. Fizemos mais tarde um campeonato de rimas, envolvendo varios pseudo-rappers e coordenado por malta Magus Da SiderurgiaNiosta CossaXim Ximbi Ximbitane, etc... Ha uns meses decidimos passar do virtual ao real, entramos nos estudios e estes sao os primeiros sons da nossa futura Mixtape, no seu Volume 1.
Cliquem no link abaixo, para fazerem o respectivo download. Holla!

terça-feira, agosto 18, 2015

16 PANDZAS/DZUCUTAS QUE PODIAM INTERNACIONALIZAR MOÇAMBIQUE



Elaborado por Bathist Dmc Da Siderurgia*

Amigos e Amigas vos saúdo, debater sobre música para mim é uma rotina viciante, qualquer que seja o estilo, mercado, fazedores, enfim tudo que gira em torno da música também me faz girar.

Há algum tempo atrás estive conversando com um amigo sobre o Pandza. De quando em vez nos propomos a animar algumas baladas familiares por ai. Enquanto conversavamos também escutavamos(Pandza), improvisando um daqueles nossos mixs de ensaio com recurso a todas manipulações que o Virtual Dj nos proporciona. 

Quando cheguei a casa surgiu uma questão, será mesmo que o Pandza a ter tido mais profissionalização não poderia voar e causar estrondo no polo norte? Para la dos Paises baixos, Belgica,Inglaterra? Que me perdoem os anti-Pandzas, idealizei a análise sem qualquer preconceito. 

DEFINIÇÃO
Pandza e/ou Dzukuta é um novo género “musical” urbano nascido da simbiose do ritmos moçambicanos Marrabenta e Xitchuketa e ritmos estrangeiros como o americano Rap, o jamaicano Ragga ou o sulafricano Kwaito. 
Definição tirada In - http://magusdelirio.blogspot.com/

CONTEXTUALIZAÇÃO
O Pandza/Dzucuta, surgiu como resposta a afirmação recorrente de que os jovens moçambicanos estavam alienados culturalmente e so sabiam cantar ritmos estrangeiros(passada,rap,ragga etc) e também da necessidade urgente de encher as pistas de dança, discotecas,salões, com musica genuina moçambicana. 

O Pandza entrou “Agredindo” o mercado de musica moçambicana, com uma bandeira totalmente de jovens,explorando batidas e melodias alegres,dançantes e sensuais, sufocando outros estilos musicais existentes. Em pouco tempo, o Pandza ganhou holofotes em radios, tvs, festas e locais de diversão tendo facilmente se tornado musica “popular”. Devido a necessidade de “bater” como se diz na gíria, o Pandza teve sempre o bit(instrumental) e a dança como seu forte e em contrapartida também sempre sofreu de síndrome de fraco conteúdo de mensagem.

Em qualquer pais, a musica popular significa identidade, um estilo comercialmente viável, capaz de vender a imagem e cultura dum povo, e faze lo atravessar fronteiras longínquas representando o pais afora. 

Neste contexto de Pandza como musica popular, comercial e massivamente consumida, me proponho a publicar esta lista de 16 musicas pandzas, que na minha óptica estiveram mais perto da coerência musical, em termos de qualidade de Composição musical, e conteúdo de letra. Atenção: O meu critério não foi pelo “bater”, nem pela audiência, foi pela produção e conteúdo(letra) em simultâneo. 

Se fosse para fazer uma Torne de Pandza pelo mundo, com este repertório de pandzas, um bom trabalho de banda, bailarinos , coreografia , não iam eles de certeza também pelo mundo afora “BATER”???

1. Zico da Silva – Terezinha.

Este de certeza é um hino que ajudou a dar parto ao Pandza invadindo todas matinés dançantes e festas jovens, com um fundo de guitarra típico de Marrabenta, este é da Golden era do Pandza, Terezinha até hoje bate. 

2. Dj ardiles ft Nstar – Boss. 

Este pandza surpreendeu, teve uma grande produção do Dj Ardiles e o conteúdo positivo, reflete o quotidiano do trabalhador Moçambicano, sem deixar de transmitir esperança nem aquela alegria Pandzeira que gostamos nas nossas pistas de dança.

3. Zico & Gabriela – Ngoma ya uxaca.

Esta musica foi um renascer do Pandza maduro, apresenta um excelente duo de vozes(Gabriela e Zico), combinação perfeita, pronto a dar a consumir até as nossas masseves, uma composição impar resgatadora das raízes, valida como produto cultural moçambicano e super dançável. 

4. Lizha James ft Dama do Bling – Aniguiri(Estas a Gingar).

Aniguiri ya esta musica leva-nos de volta a aqueles tempos da Bang Entretenimento em que a Lizha e a Dama do Bling traziam uma energia impar, um bit sweggeiro como elas, retratando o que acontece quando se atinge o sucesso e se é famoso, ja imaginaram Aniguiri ao vivo com elas na Holanda(damage)?

5. Lizha James ft Zico – Mina ni Randza Wena.

Aqui temos que aceitar que o Rei e a Rainha(ou ex) do Pandza se encontraram foi um boom, logo a primeira audição foi tic tac um dos pandzas mais bem produzidos e cantados, sim senhora um Hit, quem nunca usou este pandza para engatar ou impressionar a sua Terezinha na balada que atire a primeira pedra.

6. Lizha James ft Denny O.G - Nuna wa Mina.

Aqui temos a Lizha se pondo no lugar da mulher comum moçambicana reclamando direitos e Amor do marido ,o facto da musica ter sido cantada em xangana dá um brilho especial a musica, com animação do Denny O.G o bit bem executado e cantado, dançável em muitas das nossas cerimonias. Carrega uma mensagem forte da afirmação da mulher moçambicana, experimente por numa festa onde há mulheres e verá.

7. Marlene – Nita Txada na wena.

Este Pandza saiu com tempero de Kwaito, foi um renascer na carreira da Marlene, uma produção inédita muito bem sucedida, vibrante,no seu estilo único de cantar e dançar, sentindo chegar os ventos do seu mutxado e transparecendo essa alegria e melodia no som é só por ao vivo ta aprovada.

8. Mc Roger ft Zico – Moçambicano quer só dançar.

Yah este é daqueles sons Pandza mesmo, Mc Roger no seu estilo característico de letras de animação, estatuto, curtição, porém nesta musica apresentando uma letra algo encorajadora e motivadora aos moçambicanos, sem fugir daquelas rimas eléctricas que nos acostumou, com o Zico nos coros e canto, um bit a medida dos dois, mais um sucesso na pista de dança, imaginem Portuguesas a dançar isto...

9. Edu – Kutchu Kutchu

Confesso que procurei esta musica do Edú, tem vídeo, mas não encontrei, praticamente não tem na Google, nem blogs, nem youtube, peço desculpas se fui negligente ao procurar, para ser sincero pedi a alguém que me confirmasse o título da música através do meu canto, espero ser esse mesmo o titulo. Quanto a musica está de parabéns, bit de alta produção, melodia típica ao estilo de Edu, com umas marimbas inspiradas na musica ligeira Moçambicana, dos melhores cantos que ja ouvi Edu fazer, é um smash Hit, precisa de mais divulgação merece ir a Torne este Pandza ia “Mpamar”.

10. Zico ft Lizha James – Fofoqueira

Mais um Zico e Lizha Fofoqueira, este bit é pandza mesmo, ritmo bem proporcional as ancas das moçambicanas, super produção, a musica critica de uma maneira suave e dançante sobre um velho habito que alguns tem, o de fofocar, espero que a carapuça não lhe sirva, é mais um sucesso na pista de dança.

11. Zico – Chamadinha

Quem não se recorda de Chamadinha? Esta musica também faz parte do inicio do Pandza, começou a notar se neste bit as características de produção dum bit pandza, esta musica marcou muitas festas, e teve muita aceitação e popularização, acho que a ideia do Maboazuda aqui, era tornar as mulheres espertas as chamadas dos homens, pega essa Chamadinha baby.

12. Lizha ft Denny O.G – Nita mukuma Kwini

Lizha James e Denny OG se cruzam aqui, mais uma vez Lizha encarna o quotidiano da mulher moçambicana, pouco valorizada, a procura dum lar feliz, nesta época muitas mulheres moçambicanas escreveram letras a falarem dos maridos, a musica contou com o pandzeiro Denny OG no backing vocals, coros e animação, este penso que foi dos pandzas mais tocados após o lançamento, deve ser pela autenticidade da letra.

13. Mega Junior ft Doppas - Menina

Esta música também faz parte da época inicial do pandza, nesta época parte considerável de reppars moçambicanos começam a cantar o estilo do momento (Dzucuta), Mega Jota terá se afirmado no Pandza com esta música, com produção do Dj Ardiles, foi também bastante dançada e divulgada, foi um sucesso, contou com o coro bem afinado do Doppas.

14. Xtaca Zero(Nstar, Jp, Cara Cara) - Xitchuketa

Este Pandza vem do Manager da Fabrica de Bits, Nstar um dos criadores do estilo, aqui com Xtaca Zero nos leva de volta aos tempos de Xitchuketa, esta produção é inspirada pelo Xitchuketa também faz parte do tempo da Golden era do Pandza, quem não dançou Xitchuketa nos tempos? A produção é autentica Nstar on Fire, Jp e 2 Caras na cobertura(lirics), Xtaka Zero acrescenta ao Dzucuta um lado humorístico, dançaristico, característico, e aqueles coros que so Nstar executa bem. Este bit teve um enorme sucesso, e divulgação ate hoje agita, o conteúdo é claro você dança Xitchuketa sucesso na pista de dança.

15. Zico – Vantagem Moçambicana

Aqui foi 10 – 0, Da Silva aqui andou fora de si, este Pandza PANDZA, temos aqui Êxtase de produção, uma Guitarra e ritmo proveniente do Marrabenta, um compasso pronto a dzucutar, marrabentar, as ancas sensuais das bellas ragatsas moçambicanas, um coro enérgico, o conteúdo da letra representa aquela alegria que o moçambicano tem de festejar, txilar,e dançar com a malta, este é um hit pa. Não toque esta perto de mim, sob pena de descobrir meus pontos fracos.

16. Dj Ardiles e M. Kuka – Screen Shot

Para este Pandza fazer parte da Lista confesso, tive que quebrar as minhas regras, Screen shot é produção Rica inquestionável, forte tal como este período de actividade da Republica do Pandza, o Screen shot aborda o nosso Feedback com as redes sociais(Fb, Instagram, whatsaap etc), tem nota 20 na produção, animação, nota 20 coro,o conteúdo da letra quanto a mim merece passar por um melhoramento, dai quebrei as minhas regras,mas acho que esta produção foi tão boa e presente que merece a lista. Valeu RDP eu aprovava esta para Torne, mas antes passava pela minha inspecção e devida correcção pontual na letra.

NOTA: Lamento Bastante a ausência das PussyCat
(Lena e Tuchana) na lista, Agora ya eishh…


*Todos os comentários postados aqui neste texto são de inteira responsabilidade do seu autor. O texto escrito nos comentários nem sempre reflete a opinião do autor deste blog sobre os fatos ou sobre o artigo em questão.

quarta-feira, julho 15, 2015

Simba & Milton Gulli – The Heroes Tribute to A Tribe…



No decurso da “Golden Age”, uma era da História do Hip-Hop que marca, nos finais dos anos 80, o início de um Rap radical, de crítica política e social contundente, surge uma geração de rappers, que constituem o que vários autores designam de “Daisy Age”, declaradamente menos exaltados e encolerizados. Embora continuem a lutar pelos mesmos valores, exprimem-no através da ironia e humor, em detrimento da agressividade dos seus antecessores. Desta geração, constituída por grupos como Jungle Brothers, Back Sheep, Monie Love, Queen Latiffah e De La Soul entre outros, que mais tarde formaram, em Nova Iorque, o coletivo Native Tongue Posse, A Tribe Called Quest para além de ter sido mais bem-sucedido comercialmente, foi o que mais resistiu às artimanhas do tempo.

“The Heroes Tribute to A Tribe…” é o tributo pago pelos artistas moçambicanos Simba Sitoi figura incontornável do Hip-Hop Moz, e Milton Gulli, produtor do album "Kubaliwa" do mano Azagaia, a este importantíssimo grupo formado por Q-Tip, Phife Dawg, Ali Shaheed Muhammad e Jarobi White. Neste álbum, Simba, nos vocais e Gulli, na produção, recuperam alguns dos temas mais representativos do grupo sem, no entanto, repetirem integralmente as letras originais e conferindo uma sonoridade mais “ao vivo” às instrumentais originalmente compostas sobretudo por “samples”.

O álbum sai pela chancela da BBE Records, importantíssima editora britânica responsável pelos trabalhos discográficos de artistas como Pete Rock, The Foreign Exchange de Nicolay e Phonte, J Dilla, Will.i.am, Marley Marl, DJ Jazzy Jeff e Madlib.

Tracklist:
01. Intro
02. Excursions
03. African Tour
04. Can I Kick It (Chuta)
05. Electric Relaxation
06. Bonita Intro
07. Bonita Applebum
08. Scenario (feat. Zubz)
09. God Lives Through (I Love My God)
10. We’ve Got The Jazz
11. Outro