Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Impacto ambiental das campanhas eleitorais

“...uma vez que é difícil recolher o lixo que o “povo” produz, na minha opinião seria de bom tom que existisse (caso não exista) uma lei que obrigasse os nossos potenciais governantes a recolher, pelo menos, o lixo que eles mesmos produzem...”

Restam-nos um pouco mais de duas semanas para o final da campanha eleitoral, iniciada no passado dia 14 de Setembro. E por estes dias, no que toca à informação, no topo da ementa esteve o indigesto bife da exclusão de alguns partidos aos pleitos eleitorais que se aproximam à moda da CNE. Na origem da tal exclusão esteve o não cumprimento de alguns itens exigidos para que um partido se candidate às eleições.

O aroma do bife se expandiu de tal forma que nenhum órgão de imprensa, incluindo a blogosfera, resistiu à tentação de escolhê-lo para prato do dia, ou melhor, da época, deixando para trás alguns assuntos afins que embora sejam de pouco interesse “jornalístico” não deixam de ter a sua pertinência, como por exemplo a existência ou não de políticas que regulem a gestão de poluentes produzidos durante o processo de campanha eleitoral.

Pois é. Deixem-me antes avisar que é excusado deixar aqui a definição detalhada da poluição bem como os impactos adversos que dela advem, acho que esse assunto é do conhecimento de todos. Limitar-me-ei, como se recomenda, a ir directo ao assunto:

Até onde vai o limite da minha modesta inteligência pouco ou nada sei sobre a existência de alguma obrigação específica de recolher o lixo que se produz durante a campanha eleitoral, por parte de quem quer que seja. Falo, por exemplo, dos cartazes que, indiscriminadamente, são espalhados um pouco por toda a parte, e que sem nossa permissão são colados nos nossos muros, causando uma série de constragimentos, e que finda a campanha lá permanecem como se nada tivesse acontecido.

O assunto seria menos preocupante se, ao nível das nossas estruturas admnistrativas, ao menos existesse, um sistema de recolha de lixo eficaz, o que não acontece. Infelizmente o conflito homem-lixo, é já um assunto com barbas e cabelos grisalhos. Assim sendo, uma vez que é difícil recolher o lixo que o “povo” produz, na minha opinião seria de bom tom que existisse (caso não exista) uma lei que obrigasse os nossos potenciais governantes a recolher, pelo menos, o lixo que eles mesmos produzem. Esse exercício de cidadania seria bom para a imagem dos partidos políticos, para a imagem do nosso país e, garanto, o meio ambiente ficaria profundamente grato.

Sexta-feira, Junho 12, 2009

O nigeriano, os bichinhos e o fígado — II

Caso Amélia Lichucha

Há três dias publiquei, neste blog, uma espécie de “shortcut” para o debate levantado pelo sociólogo Carlos Serra em volta deste rumor que assombra Maputo e arredores há já bastante tempo. Contudo, na ocasião não tive vagar para explicar de que rumor se tratava bem como deixar a minha opinião em torno do tal rumor. É pois isso que hoje me proponho a fazer.

Para tecer a minha opinião, utilizarei uma sms que me foi enviada por uma amiga no dia 19 de Abril do corrente ano. Vou desde já avisando que distancio-me de todos erros ortográficos nela contidos, achei oportuno deixá-la tal e qual me foi enviada por forma a não ferir a integridade intelectual do seu autor. Sublinhei, porém, as partes que julgo mais importantes. Aqui vai:

“Ajude a salvar as nossas meninas, k já são bastante vulneráveis à prostituição, divulgando xta sms do Nigeriano expulso da África do Sul e xta em Moçambike. Mete s c uma mulher oferecendo mto dinheiro pra manter relações sexuais e fica com bichinhos k se alimentam de figado, caso não morre. Seja útil a sociedade enviando em média 20 sms. É real por favor. Diga as moças k dinheiro nao é tudo na vida, viva a vida na + honestidade possível. ”

Começarei pelo fim, isto é, pela conclusão:
— Definitivamente, isto tudo não passa dum rumor. E passo a explicar porquê.
1. A mensagem deixa bem claro a sua real intenção: ajudar a salvar as nossas meninas, que já são bastante vulneráveis à prostituição. Ou seja, após receber esta mensagem uma menina pensará duas vezes antes de aceitar qualquer que seja o bem material vindo dum estranho.
2. Se tal nigeriano tivesse perpetrado tais barbaridades na África do Sul não teria sido expulso mas sim preso ou retido em algum centro de investigação para se estudar a origem maldita doença por ele transmitida bem como a sua cura.
3. Essa de enviar em média 20 sms soa-me a algum golpe publicitário levado a cabo ou pelas operadoras de telefonia móvel ou por algum revendedor de recargas.

PS: O rumor se assemelha a um ser vivo: nasce, cresce, reproduz e morre. Por sinal, o presente rumor está na fase de crescimento. Ouvi dizer que o tal nigeriano seguiu viagem e encontra-se agora em Inhambane e escolheu como vítima a vencedora da última edição do Fama Show, Amélia Lichucha. Esperemos que ela apareça em público a desmentir tal sucedido, talvez assim este rumor morra duma vez por todas.

Terça-feira, Junho 09, 2009

O nigeriano, os bichinhos e o fígado

Acompanhe a série de postagens sobre este rumor no blog do sociólogo Carlos Serra, aqui.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

José Mucavele 40 anos depois

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. [Hebreus 4:12]

Este trecho bíblico descreve exactamente a sensação que a musica de José Mucavele me transmitiu ao vê lo ao vivo por ocasião da celebração dos seus 40 anos de carreira no passado Domingo, dia 10, no Centro Cultural Universitário, em Maputo, devidamente acompanhado pelos veteranos Arão Litsure, Hortêncio Langa e João Cabaço e ainda pelo seu xara e discípulo José Manuel ou simplesmente Jomalu.

Sábado, Maio 09, 2009

Novo portal de música moçambicana

A música moçambicana tem uma nova morada: http://www.mozhits.com/

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Dlhakama & Remon Twist

Ando sem tempo. E como sem tempo não se faz postagens deixar-vos-ei aqui ficar, tal como fiz da última vez, com uma jóia do humor Made in Mozambique que recebi há dias, desta feita, via sms. Antes porém, deixem-me dizer que tiro o meu chapéu em sinal de reconhecimento para todos moçambicanos que aproveitam seu tempo para criar este tipo de mensagens, é de se rir até doer as tripas. Aqui vai tal e qual foi recebida:


“Num jantar de gala Guebuza, Deviz e Dlhakama foram ditos para escolher um refresco com letras iniciais dos seus partidos. Guebas pediu FANTA, Deviz MAHEU e o tio Dlhakama disse: REMON TWIST.”

Segunda-feira, Abril 13, 2009

As Virtudes do Homem

Recebi esta via e-mail. Espero que leiam, reflitam e se possível comentem:

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:
- Aos Suíços os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Moçambicanos, inteligentes, honestos e Frelimistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos Moçambicanos foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.
- Isto é verdade!
- Façamos então uma correcção! De agora em diante, os Moçambicanos, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os outros povos! - Assim, o que for Frelimista e honesto, não pode ser inteligente. O que for Frelimista e inteligente, não pode ser honesto. E o que for inteligente e honesto, não pode ser Frelimista .
Palavras do Senhor;
Graças a Deus!

A redenção do Moçambique Jazz Festival

Contrariamente ao que aconteceu no primeiro dia, o segundo dia do Moçambique Jazz Festival foi excepcional no que diz respeito à organização. Rigorosamente foi cumprida a pontualidade, melhorada a qualidade de som e minimizados os tempos de mudança.

Infelizmente não pude estar lá presente, pelo menos fisicamente, para ver in loco: UEM Youth Band, Jorge Domingos, Wazimbo, Hugh Massekela, Mingas, 340ml, Lizha James, Moreira Chonguiça, Norman Brown, Stewart Sukuma, entre outros (será que houve outros?). No entanto, virtualmente, acompanhei o espectáculo através de chamadas telefónicas e sms’ que iam caindo no meu celular enquanto assistia, confortavelmente sentado numa poltrona, a transmissão em directo do show pela Tv Miramar, desta vez sem a minha pequena Laurentina – tinha que santificar pelo menos este dia.

Bem haja Nelson Camal & companhia!